sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

RABISCOS PASSADOS

Peguei o primeiro lápis que vi
E comecei a desenhar
Desenhei inúmeras palavras
Que fizeram o lápis partir

Sobrou a metade do que era
Mas ainda posso continuar
Como o futuro que tropeça
Sem cair, volta a caminhar

Aqueles rabiscos mudaram
Não são mais tão firmes
Não ganharam forma no papel

E a minha mão se cansou
Tamanho foi o esforço feito
Que o suor escorreu
E o papel rasgou

Um comentário:

Gustavo Meirelles disse...

inúmeros pedacinhos
uns olhando pra outros
todos caindo sozinhos
esquecendo o que eram antes

sei lá se tem alguma ligaçao com o seu poema, mas escrevi isso pra poder comentar!