(Liô Mariz)
"Escrevo cartas de amor pra ninguém
Em formas estranhas de se contar
Sobre o meu lugar
E faço do jogo
Um mundo em que só posso enxergar (...)"
terça-feira, 8 de julho de 2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
APARÊNCIA
A barba que cultivava
Deixava-o com aparência mais velha
Parecia, então, mais maduro
E muito mais corajoso
Peito aberto para enfrentar o mundo
Algumas vezes tão indiferente
Passava e não olhava ao redor
Um olhar fixo para frente
Caminhar seguro e decidido
Planejava o que tinha em mente
Dizia que não havia importância
O que arrumou e deixou para trás
Colocou em uma sacola
E deixou o lixo levar
Algumas boas memórias
Mas quando tirava a barba
Tinha medo do seu rosto de criança
Parecia tão indefeso,
Sumia a coragem e reinava o medo
Desejava apenas sair ileso
Deixava-o com aparência mais velha
Parecia, então, mais maduro
E muito mais corajoso
Peito aberto para enfrentar o mundo
Algumas vezes tão indiferente
Passava e não olhava ao redor
Um olhar fixo para frente
Caminhar seguro e decidido
Planejava o que tinha em mente
Dizia que não havia importância
O que arrumou e deixou para trás
Colocou em uma sacola
E deixou o lixo levar
Algumas boas memórias
Mas quando tirava a barba
Tinha medo do seu rosto de criança
Parecia tão indefeso,
Sumia a coragem e reinava o medo
Desejava apenas sair ileso
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